PUBLICAÇÕES

Confira abaixo a lista de publicações:

2022

"A falácia do monolinguismo no Brasil - invisibilização das línguas africanas na língua portuguesa"

Capítulo do livro: Diálogo sobre ensino e aprendizagem em tempos de resistência.

Autora: Raquel Sampaio Mello

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"A Poesia Mapuche Vontemporânea como Instrumento da Reescrita de Histórias"

Resumo

Dentre os grupos originários colonizados, estão os mapuche, oriundos do Chile, que sofreram violentas perseguições em seu território. Na atualidade, esses grupos e muitos outros são oprimidos pela ótica colonialista que perdura. Os mapuche têm utilizado inúmeras ferramentas como contradiscursos à mentalidade dominante. Neste trabalho analisamos a poesia contemporânea mapuche como instrumento de reescrita de uma história que foi contada há séculos pela visão do colonizador. A partir dos escritos das poetas mapuche Graciela Huinao e Rayen Kvyeh, vislumbramos as vozes dos nativos, que por muito tempo foram rasuradas e silenciadas, contando suas vivências e valorizando a identidade originária de forma a reivindicar o papel de sujeito de suas histórias. Levando em consideração conceitos como colonialismo de Ferro (2017), as pretensões colonizadoras apresentadas por Todorov (1982), e a noção de articulação do passado e história do vencedor em Benjamin (1985).

Dossier
Publicado em maio 30, 2022
Carla Cristina Dos Santos Bento
Isabel Cristina Barbosa de Oliveira

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"A Escrita em Primeira Pessoa: vivências dos jovens negros na universidade pública brasileira"

ALVES, Anderson Alves. A Escrita em Primeira Pessoa: vivências dos jovens negros na universidade pública brasileira. Rio de Janeiro: 2022.

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"As práticas decoloniais no ensino de filosofia: políticas afroperspectivistas dos povos Bantu no chão da escola"

Resumo

Este trabalho pretende apresentar reflexões da Filosofia Africana acerca da ancestralidade, da história, cultura e linguística dos Povos Bantu, e a necessidade da implementação da Lei Federal 10.639/2003, que altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) na educação através do Artigo 26-A, avançando e conquistando resultados reivindicados pelos Movimentos Negros, onde torna obrigatório a inclusão de temáticas da História da África e Cultura Afro-brasileira, bem como da Lei Federal 11.645 de 2008, que determina também o ensino das Culturas dos Povos Indígenas, ambas propostas se apresentam como mecanismo possíveis para propor mudanças estruturais no sistema educacional brasileiro, em todos os currículos escolares da Educação Básica, bem como do compromisso para que se consolide a sua efetivação no Ensino de Filosofia. Para o sucesso desta proposta, trabalhamos os valores morais e norteadores da Ética e as questões ligadas ao Respeito com uma turma do 1º Ano do Ensino Médio, que estavam propagando práticas amparadas no Bullying e no Racismo, em uma instituição privada de educação na Baixada Fluminense, cidade metropolitana do Rio de Janeiro, por alunos jovens Pretos (as), Pardos (as) e Brancos (as) inseridos neste espaço de educação, onde promovemos ações afirmativas e assim, evidenciamos uma Pedagogia Antirracista, Transgressora, Engajada e Decolonial, a partir das pesquisas afrocentradas de Filósofos e Filosofas Afro-americanos (as), Africanos (as) e Afro-brasileiros (as), que produziram pensamentos filosóficos amparados nos saberes afroperspectivistas. A metodologia utilizada foi a partir de Oficinas, Rodas de Diálogos, apresentações de vídeos, textos e slides afrocentrados, onde serviram de subsídio para propor as discussões na Luta contra
o Bullying e o Racismo. Consideramos ser, de suma importância descolonizar os pensamentos baseados em moldes eurocêntricos, para que possamos revisar as correntes hegemônicas presentes em nossa sociedade, e em especial nos currículos utilizados no Chão da Escola, que se articulam na Disciplina de Filosofia. Nesse sentido, este trabalho levanta uma discussão acerca de uma educação étnico-racial, combatendo as reversões dos preconceitos, Bullying, das discriminações nos espaços educacionais, traçando e construindo estratégias sólidas para a contribuição da valorização e a construção das identidades negras em prol da redução do Racismo.

Palavras-chave: Lei Federal 10.639/03; Educação Étnico-Raciais; Bullying e Racismo.

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"Mais pesado que o céu: reflexões a partir da leitura do livro A queda do céu, de Davi Kopenawa"

LIMA, Luana. Mais pesado que o céu: reflexões a partir da leitura do livro A queda do céu, de Davi Kopenawa. Rio de Janeiro: 2022.

Há mais ou menos quinze anos li a biografia de Kurt Cobain, “Mais pesado que o céu”, título e expressão que nunca saíram do meu imaginário, foi tema de várias conversas com amigos da época, e até hoje não encontramos consenso sobre seu real significado. Mas afinal, o que significa ser “real”? Para mim, passados alguns anos, e tendo percorrido um pequeno caminho como estudante de filosofia, as questões a respeito da realidade constituem plano essencial em qualquer reflexão. Sobretudo agora, depois de começar a ler sobre um outro céu [A queda do céu], e pensando sobre o que aprendi ou desaprendi em função do pouco ou nenhum entendimento sobre as questões indígenas, mais do que nunca questiono qual é a função do real na sociedade em que vivo, de notícias falsas, teorias da conspiração, manipulação de redes sociais… nas palavras de Criolo, um complexo sistema obtuso, expressão que dá nome ao rap do artista e ativista, dialogando e muito
com o que li até agora das palavras de Kopenawa. O clipe de sistema obtuso sintetiza o problema central debatido em A queda do céu: a destruição da natureza pelas mãos dos napës. Imprudente, egoísta, indiferente a tudo ao redor, o antigo universal [homem branco] desgraça tudo que consegue alcançar, fazendo jus a expressão popular “só faz peso na Terra”. […]

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"Necropolítica e Necroeducação"

LIMA, Luana; Necropolítica e Necroeducação. Rio de Janeiro: 2022.

Negacionismo significa contestar fatos cientificamente comprovados sem apresentar novas provas para essa contestação. A maior característica do comportamento negacionista é estagnar na fase inicial do conhecimento, isto é, a partir da primeira impressão, opinião ou sugestão sobre determinada questão, o negacionista a toma como verdade e não muda jamais sua posição sobre o tema. Em outras palavras, é como se estivesse sempre preso numa espécie de primeira infância do pensamento, ou seja, o que a mente imagina é para ele a verdade absoluta, e nada mais importa, ainda que já tenha sido demonstrado/provado o contrário. Exemplificando, podemos citar o movimento negacionista da ditadura militar no Brasil, o movimento negacionista dos terraplanistas, o negacionismo evolutivo, negacionismo do HIV, negacionismo do racismo, negacionismo das mudanças climáticas, e um dos mais perigosos atualmente: o negacionismo das vacinas e até
mesmo da própria pandemia/doença Covid-19. […]

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"No passeio com meu Papai"

Revista: Ruas e Encruzilhadas Resistem!

Autor: Wudson Guilherme de Oliveira

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"O Conceito de Raça segundo Achille Mbembe"

LIMA, Luana. O Conceito de Raça segundo Achille Mbembe. Rio de Janeiro: 2022.

O rap dialoga com a análise político-filosófica que Mbembe faz sobre o conceito de raça e o processo de racialização, invariavelmente interligado ao avanço e desenvolvimento do capitalismo primitivo e, posteriormente, ao Estado capitalista moderno, onde a utilização, manutenção, eliminação e tentativa de purificação da(s) raça(s) se consolida como condição indispensável para seu funcionamento.
A escravidão sempre ocorreu ao longo da história da humanidade, geralmente como resultado da guerra ou circunstâncias semelhantes, mas escravidão como sinônimo da cor da pele é um complexo sinistro que se inicia um pouco mais tarde, nisto consiste uma das principais implicações do conceito de raça em Achille Mbembe. […]

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"Refletindo sobre as múltiplas identidades dos professores em tempos de pandemia: professores como intelectuais."

Autores: Raquel Sampaio Mello; Emanuelle de Souza Fonseca Souza.

Resumo

No presente trabalho, buscamos gerar alguns entendimentos a partir das narrativas de professores de línguas durante a pandemia da Covid-19 (SANTOS, 2020). Compreendemos que são muitos os desafios impostos aos discentes na atual conjuntura, sendo assim é necessário que se observe o professor como intelectual e transformador (GIROUX, 1997). Diante disso, faz-se vital pensar que há processos de letramentos, pois novos entendimentos estão se configurando (STREET, 2014), todavia tal reformulação do ensino como o uso do ensino remoto, tem levado aos docentes a refletirem sobre a situação, por isso pensar na qualidade de vida desse novo espaço de construção de conhecimento é fundamental (MILLER et al. 2008). Além de tais subsídios teóricos, esse trabalho está inserido na perspectiva metodológica investigativo-interpretativista da Linguística Aplicada (MOITA LOPES 2013). Ademais, os dados foram gerados juntamente com professores de inglês que estão envolvidos com o ensino a distância. Para a análise dos dados, utilizaremos os conceitos de narrativa de Labov (1972) e Bastos (2005).

Palavras-chave: Identidade; Pandemia; Narrativa.

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2021

"A decoloniedade dos Povos Bantu na luta antirracista no chão da escola: uma experiência de intervenção"

Resumo

O texto tem como propósito apresentar uma análise decolonial referente as diferentes características e contribuições dos povos Bantu em obras literárias afro-brasileiras, como forma de corroborar com a construção da identidade de jovens negros, como medida de enfrentamento às diversas situações desfavoráveis das populações negras, que perpassam pelo cotidiano do chão da escola, que são propagados pelos padrões eurocêntricos e na discriminação racial. Todavia, buscamos debruçar nossas reflexões em publicações acadêmicas e livros de literaturas infantis e infanto-juvenis, que articulam com as perspectivas da Lei Federal 10.639/2003 que torna obrigatório o ensino da história e cultura dos povos africanos e a sua diáspora no Brasil, em todos os currículos escolares. Posteriormente, iremos analisar um breve estudo de caso, de como foram implementadas as leis contidas no Artigo 26-A da LDBEN em uma instituição privada localizada no Estado do Rio de Janeiro, a partir de oficinas/aulas de sensibilização, contação de histórias, exposição de livros de literatura africana, indígena e afro-brasileira e rodas de diálogos, na qual foram desenvolvidas como estratégias para a elevação da autoestima das crianças negras, o resgate da identidade, propagação da diversidade cultural e o incentivo à leitura, para a redução do racismo na conjuntura atual do país.

Palavras-chave: Decoloniedade. Povos Bantu. Lei Federal 10.639/03.

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"A Decoloniedade e os povos Bantu: matutando e tagarelando ações de resistência em tempos de crise a partir do artigo 26-A da LDBEN no ambiente escolar."

Autor: Wudson Guilherme de Oliveira

Resumo

O presente trabalho buscará traçar uma análise decolonial sobre as diferentes características dos povos Bantu, como estratégias de enfrentamento as variadas situações referentes à discriminação racial. Entretanto, pretendemos debruçar nossas reflexões em publicações já existentes, as que articulam com a referida temática em questão. Posteriormente, iremos analisar um breve estudo de caso, de como foram implementadas as leis contidas no Artigo 26-A da LDBEN em uma instituição privada na cidade do Rio de Janeiro, a partir de uma oficina/aula
de sensibilização, na qual foi criada como estratégias para a efetivação da ação afirmativa para a redução do racismo na conjuntura atual do país.

Palavras-chave: Decoloniedade. Povos Bantu. Educação Étnico-racial.

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"A interseccionalidade dos povos bantu e suas afroperspectivas no chão da escola, na disciplina de filosofia"

Autor: Wudson Guilherme de Oliveira

Resumo
Este artigo tem como objetivo apresentar reflexões da Filosofia Africana (LOPES e SIMAS, 2020) acerca da ancestralidade, da história, cultura e linguística dos Povos Bantu (LWANGA-LUNYIIGO, e VANSINA, 2010) e a necessidade da implementação da Lei Federal 10.639/2003, bem como do compromisso para que se consolide a sua efetivação no Ensino de Filosofia (NOGUEIRA, 2011). Para o sucesso desta proposta, trabalhamos os valores morais e norteadores da Ética e as questões ligadas ao Respeito com uma turma do 1º Ano do Ensino Médio, composta por Alunados de jovens Pretos (as), Pardos (as) e Brancos (as) inseridos em uma instituição privada de educação na Baixada Fluminense, cidade metropolitana do Rio de Janeiro, onde evidenciamos uma Pedagogia Antirracista (GOMES,2017) e Decolonial (WALSH, 2013) a partir das pesquisas de Filósofos e Filosofas Afro-americanos, Africanos (ASANTE, 2009) e Afro-brasileiros, que produziram pensamentos filosóficos amparados na afroperspectiva. A metodologia utilizada foi gerada a partir de Oficinas, Rodas de Diálogos, Exposições de Livros de Literaturas Africanas, Indígenas e Afro-Brasileiros, apresentações sensibilizadoras de vídeos, textos e slides afrocentrados, onde serviram de subsídio para propor as discussões na Luta contra o Racismo. Graças a estas dinâmicas, foi possível descolonizar olhares eurocêntricos, racistas, xenofóbicos, machistas, homofóbicos entre outros, além de aumentar as estimas de Alunos Negros, proporcionar e construindo estratégias sólidas para a contribuição da valorização e a construção das identidades negras em prol da redução do Racismo.

Palavras-chave: Filosofia Africana, Bullying, Racismo, Decoloniedade.

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"Curso de extensão "introdução aos estudos críticos da maternidade": relatório de experiência."

FONTEL, L.. Lélia Gonzalez: uma intelectual amefricana. REVISTA ÁFRICA E AFRICANIDADES, v. XIV, p. 31-38, 2021.

Autores: Luana Fontel Souza, Amanda Escaleira da Costa, Danulzia Gonçalves da Silva Vitorino

Resumo

FONTEL, L.. Lélia Gonzalez: uma intelectual amefricana. REVISTA ÁFRICA E AFRICANIDADES, v. XIV, p. 31-38, 2021.

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"Educação e as Relações Étnico-Raciais"

Resumo

Em nossa sociedade, existe e ainda existe uma forte propaganda negativa para desmonte e destruição da cultura negra e indígena. Este é o processo vivido pelos religiosos de matrizes africanas. Esse processo de negação da cultura, raça, cor da pele e até características físicas trouxe consequências para a autoestima desses povos. A reconstrução dos conceitos históricos é um processo real e lento, mas tem força nas salas de aula, nas pesquisas e nas falas principalmente de negros e indígenas.
Este e-book foi desenvolvido para atender aos requisitos legais de 10.639 / 03 e 11.645 / 08. “Essas leis não são apenas instrumentos de orientação para o combate à discriminação. São também Leis afirmativas, no sentido de que reconhecem a escola como lugar da formação de cidadãos e afirmam a relevância de a escola promover a necessária valorização das matrizes culturais que fizeram do Brasil o país rico, múltiplo e plural que somos”.

Organizador: Glauber de Araujo Barroco Lobato

Autores: Caio César Gonçalves de Souza; Diego Pita Ramos; Elizabete Gonçalves de Souza; Estela Santos de Oliveira; Gilma Souza Oliveira; Glauber de Araujo Barroco Lobato; Heloisa de Faria Pacheco; Janete Santos da Silva Monteiro de Camargo; José Valdir de Jesus Santana; Katia Gomes da Silva; Lucileia de Souza Baptista; Maria Cristina dos Anjos Ramos; Patricia Costa Pereira da Silva; Paulo Henrique Barbosa Silva; Rosicleide Nascimento Silva; Taís de Victa Rocha; Thais Teixeira Nopres; Wudson Guilherme de Oliveira.

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"História em foco: conjunto de pesquisas acadêmicas de história"

DA SILVA, Thiago; GANDRA, Edgar; SIMÔES, Elvis. História em foco: conjunto de pesquisas acadêmicas de história. Rio de Janeiro: 2021.

Resumo

Este livro tem como importante objetivo congregar as mais diversas pesquisas e abordagens de estudos ligados as áreas das humanidades. Assim, ele visa trazer a comunidade de pesquisadores debates e estudos que estejam diretas ou indiretamente correlacionados ao saber histórico, e possibilitar, desta maneira, a difusão do saber científico. A obra em tela se constitui em um conjunto de artigos escritos por
autores(as), cujas pesquisas se conectam ou tem como temática central a história, seja através de estudos de caso, estudos bibliográficos, discussões teóricas ou afins.

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"Lélia Gonzalez: uma intelectual amefricana"

FONTEL, L.; COSTA, A. E. ; VITORINO. D.G.S. . Curso de extensão “Introdução aos estudos críticos da maternidade”: relatório de experiência. EXPRESSA EXTENSÃO, v. 27, p. 234-245, 2021.

Autores: Luana Fontel Souza, Amanda Escaleira da Costa, Danulzia Gonçalves da Silva Vitorino

Resumo

O presente texto tem como objetivo relatar a experiência obtida com o curso “Introdução aos estudos críticos da maternidade” realizado pelo projeto de extensão “Mães na Universidade: Acesso, Permanência e Progressão” da Universidade Federal do Rio de Janeiro de 25 de maio a 27 de julho de 2021 que objetivou o estímulo a mulheres-mães universitárias a transformarem suas experiências maternas em possibilidades de escrita acadêmica. O curso foi realizado em nove encontros síncronos com suporte das plataformas Google Classroom, WhatsApp e aulas online via Google Meet com duração de três horas. Os encontros foram compreendidos como uma ação necessária devido a histórica evasão de mulheres-mães do ensino superior nas universidades públicas brasileiras e que encontraram no contexto da pandemia um agravamento de sua falta de orientação acadêmica para seguir com os estudos resultado da ausência de políticas públicas que resguardem sua permanência e progressão institucional. Esta ação nasceu como uma aposta na possibilidade de auxiliar essas mulheres a escreverem sobre suas demandas e reinvindicações através de seus campos de estudo e dessa forma ter o referencial de base para buscarem transformar suas inquietações cotidianas em proposições científicas. Os encontros contaram com uma turma média de trinta e cinco mulheres com presença assídua que em sua maioria se autodeclaravam da classe trabalhadora e racializadas. Os trabalhos finais demonstraram a alta capacidade e empenho das participantes em desenvolver trabalhos no campo de estudos da maternidade crítica.

Palavras-chave: maternidade; universidade; extensão; ciência.

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"O ensino de filosofia africana e a afroperspectiva dos povos Bantu no chão da escola: tagarelando a decoloniedade no artigo 26 a da LDBEN "Relatos de Experiências"."

Autor: Wudson Guilherme de Oliveira

Revista: Revista Real Conhecer

Resumo
Este trabalho pretende apresentar dinâmicas amparadas na implementação da Lei Federal no 10.639 de 2003, na educação através do Artigo 26-A da LDBEN, onde torna obrigatório a inclusão das temáticas sobre as “Histórias das Áfricas e Culturas Afro-brasileiras”, como estratégias de enfrentamento as situações referentes às discriminações raciais. A Lei se apresenta como mecanismo possível para propor mudanças estruturais nos currículos escolares da Educação Básica. Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar reflexões da Filosofia Africana acerca da ancestralidade, história, cultura e características dos Povos Bantu, e a necessidade da implementação dessa Leis, bem como do compromisso para que se consolide a sua efetivação no Ensino de Filosofia. Para o sucesso desta proposta, trabalhamos com Estudantes
jovens negros (as), pardos (as) e brancos (as) inseridos em uma instituição privada de educação na cidade do Rio de Janeiro, com uma pedagogia antirracista e decolonial a partir de pesquisas referentes aos Filósofos (as) Afro-americanos (as), Africanos (as) e Afro-brasileiros (as), que produziram pensamentos filosóficos amparados na afroperspectiva. A metodologia utilizada foi gerada a partir de Fevereiro (2021) – Revista Real Conhecer – https://www.realconhecer.com.br/ 59 “Aulas/Oficinas”, Rodas de Diálogos, Exposições de Livros Afros, apresentações de vídeos, textos e slides afrocentrados, que serviram de subsídio para as discursões na luta contra o racismo. De modo sensibilizador, os estudantes se organizaram em grupos para descolonizarem os olhares eurocêntricos, racistas, xenofóbicos, intolerantes, machistas, homofóbicos entre outros, em relação ao respeito ao próximo. Os resultados alcançados, foram os surgimentos de pesquisas a partir de promoções de “Rodas de Diálogos”, onde os estudantes refletiram sobre os problemas que permeiam em nossa sociedade na conjuntura atual, em especial o racismo e os olhares estereotipados aos grupos afrodescendentes.

Palavras-chave: Filosofia. Afroperspectivas. Povos Bantu. Decolonialidade.

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"Os povos Bantu e as suas afroperspectiva no ensino de história: lei federal 10.639/03 no chão da escola "relatos de experimentações."

Autor: Wudson Guilherme de Oliveira

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo apresentar ações afirmativas ancoradas na implementação da Lei Federal nº 10.639/2003 e 11.645/2008. Onde foram construídas e traçadas estratégias sólidas e pedagógicas, para a redução do Bullying e do Racismo, em uma instituição privada de Educação Básica, localizada em um município da Baixada Fluminense, região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. Para o sucesso desta proposta, foram promovidas de modo emergencial, Oficinas/LIVES pela plataforma do Google Meet e informações descolonizadoras pelo Grupo de Mensagens do WhatsApp, a partir de trabalhos sensibilizadores, com os valores ligadas aos aspectos culturais, históricos, linguísticos, geográficos e a afroperspectivas dos Povos Bantu, bem como suas contribuições transportadas para o Brasil,
como possibilidade de uma educação antirracista e decolonial, que serviram de subsídio para propor Oficinas, Leituras e Rodas de Diálogos potentes na luta contra o Racismo na Disciplina de História.

Palavras-chave: Ensino Remoto; Racismo; Ações Afirmativas; Educação Étnico-Raciais.

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"Perspectivas Afro Indigenas da Amazônia"

Miranda, D. ; Costa, M.S. ; SILVA FILHO, J. S. ; FONTEL, L. . Perspectivas Afro Indigenas da Amazônia. 1. ed. Curitiba: CRV, 2021. v. 1. 204p.

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2020

"Crítica da Razão Negra e Racionais MC's: organização e medo da morte"

LIMA, Luana; FLOR, Amanda Filgueiras. Crítica da razão negra e Racionais MC’s: organização e medo da morte. Rio de Janeiro: 2020.

Resumo

Em função da racialização como critério-base do desenvolvimento econômico-social da humanidade, e mais especificamente da sociedade ocidental – sobretudo a partir da “criação do Negro” e do entrelaçamento deste ao conceito de escravo ao longo do projeto capitalista – o
filósofo contemporâneo Achille Mbembe e os pensadores orgânicos do grupo de rap brasileiro Racionais MC’s aprofundam a crítica aos algozes do que Mbembe denomina necropoder. Neste contexto – indissociável do medo da morte – o presente artigo pretende correlacionar conceitos desenvolvidos pelo filósofo camaronês com perspectivas produzidas pelos rappers brasileiros, entendendo o rap como um modo de subverter o medo da morte e as diversas mazelas enfrentadas especificamente pelos sujeitos periféricos da sociedade brasileira, uma vez que, para além da música e da cultura, o rap é também compreendido como compromisso político-social.

Palavras-chaves: Necropoder; rap; medo da morte.

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"Harry Potter como guia metodológico no programa mais educação: uma escolha sensível"

MOREIRA, S. A. ; SILVA, J.M. . Harry Potter como guia metodológico no programa mais educação: uma escolha sensível. In: Simone Araujo Moreira. (Org.). Das tensões às inovações: novos olhares para práticas da escola básica. 1ed.Curitiba: Brasil Publishing, 2019, v. 1, p. 65-81.

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"Trama das águas"

MALCHER, M. ; FONTEL, L. . Trama das Águas. 1. ed. Belém: Monomito Editorial, 2020. v. 1. 280p

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2019

"A construção identitária do professor negro em seu processo de formação docente."

MELLO, Raquel. A construção identitária do professor negro em seu processo de formação docente. Rio de Janeiro: 2019.

Resumo

Em minha pesquisa de mestrado, em andamento, tenho por objetivo discutir a construção
identitária de um professor negro de inglês em formação, por meio de seu relato de vida. Nesse
trabalho, busco refletir a relação entre os estudos raciais e a educação, assim como a formação docente
do professor de língua inglesa e a sua conexão com a questão racial. Por meio do relato de vida,
analiso o quanto a questão racial traz diversos desdobramentos, sendo o principal a ressignificação da
construção identitária deste professor. Em suma, esse trabalho configura-se como um modo de
reflexão a respeito da ressignificação da identidade do professor negro de inglês.

Palavras-chave: Identidade; Formação docente; Relato de vida.

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2018

"Mulheres "indígenas" e os mitos da "boa parideira": performances discursivas coloniais entre gênero e etnia"

Autora: Luana Fontel Souza

Resumo

Neste ensaio analiso o relato de parto de uma remanescente indígena da etnia Anambé cujo parto foi realizado em um hospital no interior do nordeste paraense. Através das ordens de indexicalidade mobilizadas em sua narrativa identifico as performances discursivas de gênero e etnia que comparecem para dizer sobre sua recepção no contexto hospitalar. Tomando a linguagem quando uma arena em que os sentidos e significados para a leitura dos contextos sociais são disputados, identifico como os discursos acerca da maternidade de mulheres de povos originários foi entextualizada de um contexto colonial à contemporaneidade, produzindo estereótipos que guiam a maneira com que são recebidas institucionalmente nos serviços públicos de saúde.

Palavras-chave: Relato de parto, maternidade, mulheres indígenas, discurso, indexicalidade.

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"Unindo forças: reflexões sobre a questão racial na construção identitária no processo de formação docete"

Autora: Raquel Ferreira Sampaio dos Santos

Resumo

Através do presente trabalho, tenho por objetivo discutir a construção identitária de um professor negro de inglês em formação, por meio de narrativas compartilhadas em um grupo de reflexão do qual eu também faço parte, na Faculdade de Formação de Professores da UERJ. O presente estudo situa-se no campo da pesquisa qualitativa (DENZIN e LINCOLN, 2006) e da Linguistica Aplicada ZINE (MOITA LOPES, 2006). Essa pesquisa é norteada por estudos raciais que levam em consideração o racismo que ocorre dentro do contexto brasileiro (MUNANGA e GOMES, 2016). Nesse estudo, também teço considerações a respeito do letramento, enquanto uma prática de liberdade (FREIRE, 1967, 1983; HOOKS, 2013), relacionando-o ao letramento critico racial, que busca incluir a reflexão a respeito dos estudos raciais (FERREIRA, 2015). A Prática Exploratória também será outro subsídio teórico desta dissertação. A Prática Exploratória constitui-se como uma abordagem valiosa para esse estudo, visto que, por meio de seus princípios, encoraja cada participante a exercer sua agência durante o processo por busca de entendimentos (MORAES BEZERRA e NUNES, 2013). Através do processo reflexivo gerado pela Prática Exploratória e de seus encaminhamentos para a formação do professor de linguas (MILLER e MORAES BEZERRA, 2004), busco alinhar tal abordagem educacional a algumas concepções de formação docente, como a de Giroux (1997), que defende a formação dos professores como intelectuais. Ademais, também discuto a importância de uma formação docente que leve em consideração demandas sociais como os estudos raciais (FREIRE, 1983; HOOKS, 2013; STREET, [1995] 2014). Construtos teóricos advindos dos estudos da narrativa (LABOV, 1972) e também da narrativa conversacional (BASTOS, 2005). entre outros, são utilizados para a análise dos dados gerados. Ainda sobre a análise, teço comentários no que conceme aos estudos de identidade, a partir de teóricos como Hall (2014) e Woodward (2014).

Palavras-chave: Estudos raciais. Letramento. Prática Exploratória. Formação do professor negro de inglês. Identidade. Narrativa conversacional.

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2017

"A produção de conhecimento teórico no Sul global: repensando a pedagogia de multiletramentos."

Windle, J.A. ; MORAES, J. S. ; SILVA, F.S. ; ANDRADE, S. C. . A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO TEÓRICO NO ?SUL? GLOBAL: REPENSANDO A PEDAGOGIA DE MULTILETRAMENTOS. In: Nara Hiroko Takaki; Walkyria Monte Mor. (Org.). CONSTRUÇÕES DE SENTIDO E LETRAMENTO DIGITAL CRÍTICO NA ÁREA DE LÍNGUAS/LINGUAGENS. 1ed.São Paulo: Pontes, 2017, v. 1, p. 101-118.

Resumo

A proposta deste capítulo é de relatar uma experiência de ensino em um curso de pós-graduação, trazendo análises sobre o próprio campo acadêmico como um espaço desigual de relações de poder, com base em propostas para epistemologias do sul (CONNELL, 2007; MIGNOLO, 2012). Essas mesmas críticas são levadas ao campo dos novos estudos de letramentos, com foco na pedagogia de multiletramentos e sua metáfora central de design (THE NEW LONDON GROUP, 1996; COPE & KALANTZIS, 2000; 2009). Com a provocação do professor de refletir sobre os limites dessa metáfora e as possibilidades de uma metáfora alternativa brasileira – gambiarra – elementos de uma nova teorização da organização do sistema escolar brasileiro são discutidos. Por fim, os resultados dessa experiência mostram um possível caminho para alunos da pós-graduação desenvolverem uma postura de produtor de conhecimento teórico, tomando, assim, maior protagonismo nos seus estudos e construindo novas bases epistemológicas para intervenções transformadoras na realidade educacional brasileira.

Palavras-chave: Epistemologia. Multiletramentos. Bourdieu. Linguística Aplicada.

 

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"Performances discursivas de uma mulher militante: A marcha mundial das mulheres na Amazônia Oriental."

FONTEL, L.. Performances discursivas de uma mulher militante: a marcha mundial das mulheres na Amazônia Oriental. Revista A Palavrada, v. 02, p. 387-403, 2017.

Resumo

Resumo: Este trabalho foi realizado no intuito de produzir reflexividades e problematizar as performances discursivas de uma mulher feminista em um ato da Marcha Mundial das Mulheres, em Belém do Pará. Atento as disputas de sentido sobre ser mulher e militante, o estudo também traz a debate como processos de construção de sentido são fundamentalmente situados e contingentes. Tomando alguns aspectos do pensamento de autores como Michel Foucault e Judith Butler, orientadores do debate, a pesquisa investiu no construto do
posicionamento interacional, para investigar de modo situado, como o sujeito focal da pesquisa performa e socioconstrói suas identidades de mulher e militante em um ato político da Marcha Mundial das Mulheres.

Palavras-chave: performance; discurso; mulheres; gênero; sexualidade.

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